quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sessão Nostalgia (2012) - 2

- A Menina Linda - 

Luiza era uma menina linda, e de tão linda corria o risco de ficar na solidão.
Todos que a conheciam se encantavam. Todos ao redor a adoravam, mas de uma maneira distante.
Sempre diziam: "Você é especial, vai achar alguém que te mereça!", mas no fim, era sempre a Luiza que estava sozinha.
Solitária com sua beleza, mesmo quando acompanhada só sentia tristeza. Nunca achara alguém que lhe desse atenção pelo que realmente era. Sempre só veem a "Bela", nunca se preocupam com a "Fera".
Mas Luiza nunca se entregou.
Se existe uma coisa na qual ela tem fé, é no amor verdadeiro e no coração das pessoas. Isso ela não conta pra ninguém, pois aprendeu que julgamentos fazem parte das pessoas.
"Um dia isso vai mudar!" pensa Luiza, sozinha em dia cama mais uma vez.
Fantasiando com tudo que poderia ter acontecido,
Mas não aconteceu...

Sessão Nostalgia (2012)

- A Vida Como É -

Luna e Luan. Destinados a se encontrar.
Eram tão um do outro que até seus nomes eram anagramas de si.
Um era sorridente, o outro emburrado.
Tão diferentes e tão iguais, se completavam e juntos transbordavam.
A felicidade era fácil perto deles. Sempre sorrindo, sempre engraçados.
Tinham o mesmo gosto pra quase tudo.
Inclusive a mesma ideia de amor.
A Lua cuidava deles e os signos os mantinham alertas.
Um dia porém, tudo mudou.
Uma decisão e nada mais foi o mesmo.
Luan com suas constantes alternações de humor, decidiu escolher a dor.
Luna inconsolável, escolheu seguir o mar da vida.
Tão perfeitos um para o outro...
Almas gêmeas, separadas para sempre...
Nunca mais se encontraram, e seguiram duas vidas.
Mas jamais se esqueceram, e sofreram em silêncio de saudade um do outro,
Até o fim da vida...
Aprenderam cedo que a vida, é bem diferente do "Felizes pra Sempre" das histórias...

Sessão Nostalgia (2011) - 2


É estranho como as correntes do meu passado
Que é escuro, sombrio e solitário
Sempre voltam ao mar do meu presente
Trazendo consigo à superfície
Todas as coisas que um dia
Pensei poder esquecer, bem lá no fundo
Do oceano da minha vida...

Sessão Nostalgia (2011)

- Acreditar -

Eu só queria saber o que realmente fazer da minha vida agora.
Eu estou destruída. Uma verdadeira sombra do que eu costumava ser
E ainda assim eu te amo...
E ainda assim eu te sinto...
E ainda assim eu não suporto.
Toda a dor que você me fez passar , me enganando, mentindo pra mim, ainda está aqui no meu peito... fez um buraco enorme, que ainda está me matando por dentro, cada vez mais, lentamente.
Mas eu ainda te quero ao meu lado...
Ainda quero te dar todo o meu amor...
Ainda quero sorrir com você...
Eu quero te perdoar!
Mas será que você vai mesmo mudar, vai mesmo nunca mais me magoar, vai mesmo conseguir me fazer esquecer tudo o que você fez...
Isso, com certeza, só saberei se te der essa chance. Pra saber disso, vou ter que me arriscar a sofrer tudo isso de novo.
Mas e se você não mudar?
E se você me machucar de novo?
E se você continuar a ser esse cara do qual tenho medo?
Medo de quando grita
Medo de quando vai embora
Medo de quando está vivendo sem mim
Medo de qual coisa vai me jogar na cara
Medo de quando vai me fazer sofrer
E ainda assim, eu te amo mais que tudo...
Muito mais que à mim
E eu só me sinto bem com você.
E eu só me sinto alguém, do seu lado.
E eu só sinto você...
Muda, por favor...
Eu quero acreditar...

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Sessão Nostalgia (2010)

- Você Vai Acreditar? - 

Eu não sei o que fazer,
Não sei mais o que dizer,
Que faça você acreditar
Que eu nasci pra te amar
Que eu não vou ,mais te machucar.
Que a minha vida inteira eu vou me culpar
Por ter te feito sangrar.
Você não consegue acreditar
Que eu não vou mais reclamar.
Nem mesmo se você me humilhar.
Eu só não consigo mais aguentar
Ver que você não consegue mais acreditar.
Mas, eu entendo, que seja difícil voltar a acreditar
Em alguém que pode tanto te machucar...
Mas eu vou continuar
E vou te mostrar
Que além de não mais te machucar
Eu vou viver só pra te amar...
Um dia você vai voltar a acreditar,
Em todas as palavras que estou a te dar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Virtudes e Defeitos


Tenho uma teoria:
"As pessoas não nascem com virtudes. Nós as adquirimos e evoluímos."

Pelo contrário, as pessoas nascem com o que podemos chamar de defeitos, ou mesmo "características ruins".
Todos nascemos com egoísmo, preguiça, luxuria, extravagância, avareza, inveja, ira, etc. Claro que existem as características ruins que adquirimos já grandes, pelo contato com outras pessoas -o que não deixa de ser apenas uma evolução o que já nos vem "acoplado", mas isso já minha divagação- por más experiências, e tudo mais.

Logo que nascemos somos incitados pelas pessoas ao nosso redor sobre o que é bom e o que é mau, o que podemos ou não fazer. E isso nada mais é do que o principio de nosso própria evolução.
Conforme crescemos e estabelecemos relações com as pessoas que convivemos é que aprendemos sobre virtudes e defeitos, e é ai que começamos a realmente amadurecer.
Sendo assim podemos afirmar que:
"Bondade é o mesmo que crescer".

Essa é minha teoria por, por observar, consegui ver que quanto mais se entende sobre as virtudes e defeitos, mais se amadurece. Quando entendemos o mal que nossos defeitos causam -tanto a outros como à nós mesmos- nos esforçamos para não mais comete-los, e assim ganhamos nossa virtude, e em meio a tudo isso, nós crescemos, amadurecemos...

Nós nunca deixaremos completamente de ter esses defeitos e errar, é claro, pois infelizmente eles já nascem em nós. Somos seres humanos, nunca conseguiremos realmente alcançar o Nirvana. Nossa apoteose jamais será completa. Mas podemos sempre nos orgulharmos de sermos bons...

Por crescer.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Página em Branco



Victoria abriu os olhos mas não quis se levantar.
Diferente da música, ela não podia. Não conseguia.
Sua alma e coração estavam em pedaços. Milhares de cacos distribuídos pelo chão...
A cama sugava Victoria para o buraco negro da ilusão de que um dia ela foi inteira.
Já não entendia o significado do próprio nome.
Só conseguia pensar que seu nome estava errado. "Devia ser Marina" pensava ela "ou Elisa".
Nunca se sentiu tão distante do conforto que seu nome trazia.
Observava da cama, os feixes de luz que entravam pelas pequenas frestas da sua janela. Até ouvia os pássaros cantarem, enquanto tateava a esmo seus estilhaços para tentar se recompor.
Afinal, o tempo não espera suas dores diminuírem para começar um novo dia. Ela sabia disso, mas não estava pronta para encarar nem a si mesma.
Neste dia, Victoria levantou às três, foi ao banheiro, evitou os espelhos e voltou a deitar. Passou o dia procurando os pedaços de sua alma.
O coração podia ficar pra depois. Sua alma não.
Infelizmente não teve efeito. Não achava nada e o que achava, não encaixava mais.
Se sentia vazia, mas encarou o mundo mesmo assim.
Agora quando pensava no amanhã, no futuro, Victoria só conseguia visualizar uma página em branco.
Temeu isso sua vida toda. A falta desse tipo de visão, sempre causa danos...
Mas para seu espanto, ela já não tinha tanto medo disso.
Não sabia como ou porque, mas o vazio lhe presenteara com uma tal liberdade que nunca havia sentido.
O que iria encontrar ao por os pés fora de casa era uma enorme mistério.
Isso agora, a fazia sorrir.